segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dicas de português (pleonasmos e outros bichos)

(J.Lemes) Hoje ouvi um repórter da Globo dizendo: “O dia amanheceu, mas não clareou”. Depois um médico explicou que a lesão foi “a nível de joelho”. Na primeira frase houve um pleonasmo (redundância). Só o que amanhece é o dia. Já no segundo caso, confesso que ficarei devendo.

Também andei vendo outros pleonasmos comuns no dia a  dia, tais como:
“Logo em seguida”, “outra alternativa”, “gira em torno”, “eis aqui”, “voltamos após o intervalo”...
Logo só pode ser em seguida. Alternativa já é outra. Girar ao quadrado não dá. Eis significa aqui. Intervalo sem a sequência não é intervalo. Seria o fim.

Para encerrar, me reporto a algo muito repetido; o verbo haver no sentido de existir não aceita plural.
Vejam: “Fazem 10 anos que moro aqui”. “Houveram situações em que ele se deu mal”.
Também não há plural em fatores climáticos: “Choveram dois dias sem parar”.
Correto: faz, houve e choveu.

sábado, 14 de abril de 2018

Amor e compaixão: sentimentos esquecidos pelo humano

(J.Lemes) Não iria mais falar em Marielle, porém, hoje vi na revista Época o batalhão denunciado por ela, cujos PMs mataram vários inocentes, a começar por dois  rapazes em uma moto; depois, mataram uma criança e, por último, os PMs haviam disparado 100 tiros contra um carro cheio de jovens que voltavam de uma festa.

Pois bem. É incrível que depois disso ela tenha sido morta. Mais incrível foi a vontade de muitos de que esse crime não tivesse importância porque Marielle era de um partido "ordinário", que defende bandidos etc. Sei que essas pessoas agiram assim não pela razão, mas pela emoção, elemento biológico que nos rege na maior parte do tempo.

Quando digo emoção, falo em ódio, rancor, ressentimento, vingança... Mas não teríamos outra emoção para "julgar" Marielle? Sim, poderíamos nos valer da sede de justiça, da compaixão e do amor, sentimentos estes esquecidos pelo humano.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Concordam?

Vivemos num tempo em que é perigoso até opinar. Alguém sempre dirá "isso é contra mim porque você é coxinha, petralha, do mal". Logo não poderemos nem sorrir ou alguém dirá que é dele. Eis a época dos ofendidinhos e dos sabidinhos. Época em que aquilo que "eu" penso é a única e absoluta verdade. Então, vamos lá! Vamos discordar, concordar, mas no contexto e no compasso. Concordam?

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Do que o ser humano é capaz quando pensa estar sozinho?

(Ninguém é capaz de saber)
Dois áudios vazados mostram vozes não identificadas em comunicação com o avião que levou Lula para Curitiba. "Leva e não traz nunca mais". Na segunda conversa: "Manda esse lixo janela abaixo".

Uma mulher entra na conversa e alerta:
“Pessoal, a frequência é gravada e pode ser usada contra a gente, então mantenham a fraseologia padrão na frequência, por gentileza”.

A Força Aérea confirmou a veracidade dos áudios, mas negou que as falas sejam de controladores de tráfego.

Como ia dizendo,  do que o ser humano é capaz quando pensa estar sozinho? Perguntem isso para a emoção, não para a razão.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

A paz depende do fim da impunidade

(J.Lemes) Só se fala na sessão do Supremo que decide logo mais sobre o habeas de Lula e sua possível prisão. Porém, afora esse resultado, o maremoto que sacode o Brasil não finda hoje. Seguirá ainda mais inflamado graças à manifestação de Villas Boas, comandante do Exército.

O militar não falou mentiras. Disse que o Exército deve garantir a ordem, a paz e a soberania das instituições. Verdade. O Exército deve manter o que está na constituição. Afinal, todos queremos a paz e o fim da impunidade. O problema é que ele não precisava ter dito o óbvio. Não em clima tão acirrado e de rede social distorcendo tudo.

Seja Villas Boas, seja um de nós que fizer apologia à volta dos militares, comete um crime. A Constituição diz que o Exército deve seguir ordens do senhor presidente da República. Só ele pode autorizar ou desautorizar a intervenção. Fora disso, repito: é crime.

Quanto ao Supremo, ele deve fazer o seu papel urgentemente. Aliás, já deveria ter feito. Esse adiamento só afundou o Brasil e o próprio Supremo. Não podemos perder a fé nas instituições, o que considero o fato mais grave disso tudo.

Com alguma decisão favorável a Lula, não só perderemos essa fé, como centenas de estupradores, assassinos, cabrais, cunhas, dirceus devem de imediato ganhar as ruas. Lei para todos é isso. A menos que não tenham dinheiro para advogados como o Lula teve e tem. 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pra que ódio, se tudo que queremos é amor?

Nietzsche dizia que o homem tem tanta vontade de ser amado que até criou alguém que o amasse incondicionalmente como ele é. Esse alguém é Deus. Então, noto hoje que todo ressentimento atual vem da vontade que temos de ser amados porque só assim a vida teria algum sentido.

Quando nos sentimos largados, mal-amados, nos vitimamos, nos insurgimos, passamos a odiar tudo e todos. A prova são as redes sociais. Na verdade, só queremos ser amados. O problema é que há um erro de percurso; pelo viés do ódio só atraímos ódio. Amor só se atrai com amor.

Não conheço a Bíblia com propriedade, mas estudei a história de Cristo. Para mim, ele foi o mais sábio que pisou na terra, tudo porque sabia falar e semear amor. Sei também que foi morto pelo seu próprio povo, por quem se deixou dominar por dois dos piores sentimentos: inveja e ódio. Então, vivamos o agora, pensemos na lição de Cristo, pensemos no amor. Afinal, só queremos isso...

Alguém sabe onde fica o inferno?

(J.Lemes) Depois de um fim de semana de muita reflexão sobre a Páscoa, muita chuva, muito chocolate, muita carne gorda e trago, muita discussão à toa por causa de jogo e política, cá estamos no inferno terreno. Sim, inferno terreno, já que o outro inferno não existe, segundo o Papa Francisco.


Falando em inferno, muitos já diziam que ele de fato iria fechar por falta de gente (ou almas). 
Uma pesquisa da Veja revela o pensar da maioria: todos acreditam que terão o paraíso. 
E olhe que a pesquisa também envolveu políticos e presidiários.

Diante de tudo isso, voltemos ao dito popular: aqui se faz, aqui se paga; aqui é o céu e aqui é o inferno, inferno tipo esse em que o Lula está hoje, se fechando o cerco até quarta.(ou não).

quarta-feira, 28 de março de 2018

Para que ódio, se tudo o que queremos é amor?

(J.Lemes) Nietzsche dizia que o homem tem tanta vontade de ser amado que até criou alguém que o amasse incondicionalmente como ele é. Esse alguém é Deus. Então, noto hoje que todo ressentimento atual vem da vontade que temos de ser amados porque só assim a vida teria algum sentido. 
Quando nos sentimos largados, mal-amados, nos vitimamos, nos insurgimos, passamos a odiar tudo e todos. A prova são as redes sociais.
Mas na verdade, só queremos ser amados. O problema é que há um erro de percurso; pelo viés do ódio só atraímos ódio. Amor só se atrai com amor.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Obrigado, meu São Chico!

Ontem foi um dia importante para minha nova carreira, agora como educador. Obrigado, meu São Chico, professores e amigos que me acolheram e ouviram minha fala para a "Formação Continuada de Professores". Obrigado, secretária Jaqueline Sudati Gindri, obrigado, prefeito Paulinho,, obrigado, educadora especial Catia Pires DA Rosa que falou sobre o autismo. Estou feliz em ter dado a minha contribuição. Voltarei...



segunda-feira, 12 de março de 2018

"A impunidade gera a audácia dos maus"

(por João Lemes) Quando se fala em violência, tentamos achar a raiz do problema. Aí esbarramos na falta de educação, de ressocialização e de competência da segurança e da Justiça. Tudo isso é verdade. Por outro lado, sociólogos dizem que o sistema penitenciário é um funil por onde colocam presos “em excesso” e raros conseguem sair. Também há 40% de presos sem julgamento.

Agora também surgem bolsonaros dizendo que vão resolver tudo prendendo a todos (ou dando arma à população). É lógico que não há solução simples. Vejam o que disse o procurador de Justiça Marcelo Monteiro. “O nosso problema é a falta de vagas nas cadeias e a impunidade. Somos um dos países que mais matam. São 60 mil homicídios e latrocínios por ano, dos quais, apenas 8% são apurados. Assim, num ano, autores de mais de 55 mil crimes sequer foram identificados”.

Monteiro disse ainda que a nossa lei manda ficar apenas 1/6 da pena preso e já se pode sair no semiaberto. Assim, praticantes de crimes terríveis ganham as ruas em alguns poucos anos. Já os sem julgamento, a grande maioria aguarda são recursos intermináveis. E quando fala em presos em excesso, Monteiro lembra que dos 300 mil assaltos no Brasil por ano, em apenas 6 mil se chega à autoria. E aí, temos muitos presos ou muitos sem punição?
“A impunidade gera a audácia dos maus” (Carlos Lacerda - jornalista)

terça-feira, 6 de março de 2018

O futebol e o ser (des)humano

Cada vez me convenço que o torcedor do time A só quer ser melhor que o torcedor do B. Entenderam? É ele que deseja ser melhor, vencer, ir à desforra, embora de forma inconsciente.
O torcedor não quer saber se o jogador só joga porque ganha bem. Ele pensa que é ele no lugar do atleta. Mas isso é uma fantasia boa, mesmo alimentando alguns heróis sem moral alguma. O ruim é quando o desejo de ser melhor extravasa um "chupa, fulano" e parte pra violência com as desorganizadas. Em São Paulo já existem jogos de torcida única, só que isso ainda não resolve. O bom seria isso tudo começar do zero, inclusive o ser (des)humano.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Armas: Sem bravuras e paixões

O que temos que entender, sem bravuras e paixões, é que todos somos animais. Nem nós nos conhecemos. Animal com arma, risco em dobro. E vejam as casas e fazendas arrombadas. Todos os dias noticio. Se tem arma, lá vai o bandido buscá-la. Chega e leva. Simples assim. Então, arma até resolve, desde que você viva com ela em punho. Sei que o medo e algum pensamento mais empírico dificultam essa compreensão, mas eu vou pelas estatísticas e pela lógica. Sei também que o Estado deveria dar segurança e não dá, mas entregar armas para o cidadão também virar bandido é um caminho simplista demais para algo muito complexo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Que filhos vamos deixar para o mundo?

(J.Lemes) Uma aluna da rede estadual de Pernambuco foi condenada pela Justiça a pagar 5 mil de indenização por danos morais a um professor da Escola de Referência em Ensino Médio Apolônio Sales - Recife. A família da estudante havia acionado o Conselho Tutelar e o Ministério Público contra o professor porque ele havia mudado a aluna, que conversava muito em sala de aula. A decisão, assinada pelo juiz Auziênio de Carvalho Cavalcanti, foi favorável ao professor e comemorada como uma vitória da educação

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Gasolina: preços não condizem com a realidade

Os altos preços não condizem com uma economia estável. A disparidade, menos ainda.
Acontece que os donos de postos sabem que é difícil provar que haja cartel ou que alguém vá puni-los por exorbitância. Aí, apenas se queixam que a margem é pequena e que não podem baixar.
Pelo menos agora a Petrobras divulgará os preços diários nas refinarias e não apenas os percentuais dos reajustes.
Foto de um posto em Tabaí, perto de Porto Alegre.  

Paixões políticas

Hoje é comum dizermos que todo político é ladrão e que "o brasileiro não sabe votar". O engraçado é que antes das eleições todos morrem de amores pelos seus candidatos. Basta ele ter uma coisa que se identifique com a gente, lá vem paixão, lá vem voto. Isso é só o nosso ego falando. Isso não é sabedoria.
Alguns são tão apaixonados, que se você disser que é contra B, é fato que adora A. (Ontem, só porque falei que sou contra o Bolsonaro, dezenas me acusaram de comunista, de apoiador do Lula etc).
E quanto ao "o brasileiro que não sabe votar", será que você e eu estamos fora dessa canoa? Não temos nada que ver com o que está aí? Pensem nisso...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Ética, educação, valores. Sem a prática, nada existe

Todo dia alguém fala num país melhor, em ética, em educação. Fico feliz. Sinal de que estamos vendo que é hora da reciclagem. O problema é que muitos destes que dizem coisas belas, não as fazem. Esquecem que valores só são valores se forem praticados.
Outro dia um colega levou meus tênis para o conserto. Sabe como é. Melhor reaproveitar que jogar no lixo. Pois bem: o sapateiro foi gentil, educado e, ao final do conserto, meteu assim:
 - São seus? - o meu colega desconfiou e acabou mentindo só para ver.
 - Sim. São meus.
 - Ah, tá. Porque se fosse do seu patrão eu cobraria mais. Ele é rico, né?

Histórias das praias

(J.Lemes) A cada viagem, sempre trago uma lição. Há pouco encontrei essa velhinha em Torres. Agora, por último, aprendi mais uma vez que é fácil enganar nosso cérebro. Fomos passados para trás por um simples vendedor de docinhos. Isso talvez justifique os contos dos bilhetes por aí.

Vovó linha dura
Essa senhora de 80 janeiros vende rosquinhas. Assim que a indaguei sobre muitas coisas, ela lascou:  - Não vai me perguntar mais nada? Sabia que durmo bem, como bem, não tomo remédio e ando o dia todo? No fim do dia, quando me perguntam se vou descansar, digo que agora é que vou trabalhar! Vou fazer outra fornada. Até agora eu só tava descansando. 
Então perguntei de onde vinha essa energia. Ela disse: 
 - A vida é ótima e a cada dia tenho mais força pra viver. Do meu trabalho tiro a alegria e das pessoas, o incentivo. Ah, e não esqueço meu aperitivo.
Lição: a felicidade é um bicho estranho 

O enganador de cérebros
Em Capão da Canoa, em meio àquelas cornetas e apitos infernais dos vendedores, surgiu um senhor com uma caixinha de doces. Não falou nada. Só entregou um bilhetinho e se foi: “Trabalho para sustentar a família. Por favor, me ajude! Desistir, jamais! Avançar, sempre! - salmo tal, tal”.

Quando ele se foi, eu disse. 
- É surdo-mudo. Já recebi desses bilhetes. Tratamos de ver os trocos. Quando voltou, fomos, enfim, comprar uns doces. Para o nosso espanto, ele tagarelou à vontade. 
 - Pera! O senhor não é surdo nem mudo? 
 - Não!
 - Mas e o bilhete?
 - Ah, é só o meu marketing!
 Nessa hora corri ver o bilhete que havia guardado na bolsa e, de fato, ali não dizia nada, se era surdo ou mudo. 
Lição: é fácil enganar nosso cérebro.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Dicas de português

Descubra o erro
Costuma-se dizer que um erro gravado é um erro eterno. Pois bem. Então, qual o erro nesta inocente caixinha, da qual devem ter fabricado milhares?

Pensou? 
Seria Clips ou clipes? O aportuguesamento do inglês “clip” é clipe. Portanto, o plural é “clipes”. O que vemos na caixinha, então, é um erro eterno: “clips galvanizado”.
Correto - clipes galvanizados. 

O que penso das palestras e livros de autoajuda?

(João Lemes) Longe de mim dizer que uma palestra de autoajuda não tem efeito. Elas sempre nos deixam algo de bom. Agora, alguns brincam com nossa inteligência, como se houvesse receita para todos de “como fazer isso, como fazer aquilo, como conquistar clientes... O poder para seduzir, liderar”... Enfim, é com se a vida fosse um bolo e só precisássemos da receita.

A verdade sobre motivações, livros de autoajuda etc, é que eles resolvem (quase) tudo, mas só por um período. Servem principalmente àquele que já está na meia idade (para quem as doenças estão chegando), que já viu que os filhos não serão tudo o que imaginou, que entendeu que não conseguirá mais juntar dinheiro para seus sonhos e que não passará daquilo que realmente é.

Tá bom, mas então, qual seria o caminho? Alguns filósofos diriam: nenhum, porque essa é a nossa realidade. Pera aí, mas então, está tudo perdido? Nada disso! O choque de realidade, como nos clássicos gregos, só nos ensinam e nos fortalecem para que o pior não seja tão ruim assim, quanto ele vier (e ele vem para todos).

Minha dica é: viva cada momento e não se apavore com os problemas. Apenas tente resolvê-los um de cada vez, sem esquecer que a vida seria uma droga sem eles. Então, transforme os problemas desafios para a vida e sorria!

Como disse Mário Quintana: “Um dia...Pronto! Me acabo. Pois seja o que tem de ser. Morro: Que me importa? O diabo é deixar de viver.”

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Vidas salgadas

(João Lemes) Como vamos mudar o Estado, o Brasil se não conseguimos resolver coisas tão pequenas  e que não levam à nada? Como vamos dar jeito no resto e exigir bom trabalho dos agentes públicos se entupimos delegacias, judiciário e demais órgãos públicos com coisas fúteis? Em alguns casos, bastaria um ceder um pouco e permitir o entendimento, a política da boa vizinhança, o amor e a paz.

Em São Francisco, por exemplo, há pouco uma moradora deu parte porque a vizinha lhe perturbava, acusa suas filhas de terem jogado pedras em sua casa etc. Depois, a acusada jogou sal na casa da comunicante, espalhando sobre a cama das crianças. A vítima questionou tal atitude e só ouviu palavrões.

Movida pela raiva, as duas moverão ações mutuamente. Pode? Pode. É direito. Mas será que precisava? A vida precisa de mais mel e menos fel. Menos sal e mais açúcar ou ela será a cada dia mais amarga para todos nós.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O problema da nossa política

O problema da nossa política é este: ou adoro um lado ou odeio o outro. As razões, os acertos deste e daquele líder ou partido é o que menos interessa.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Caráter

Caráter, ética e virtude só exitem na prática. Do contrário, não passam de autoelogios e delírios.
(J.Lemes)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O triângulo

Quando um carro estraga ou se envolve em acidente, o triângulo deve ser colocado a 30 metros. Eu nunca vi essa lei ser cumprida. Alguém de vocês já viu?
No país da hermenêutica, cada qual decide ou interpreta onde vai colocar o triângulo. Na maioria das vezes, quase grudado ao veículo, o que não resolve nada.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Liberdade de imprensa

A liberdade de imprensa é algo muito bom, mas não se pode confundir com libertinagem, que é o ato de sair dizendo o que bem quiser. No facebook, por exemplo, alguns deveriam puxar a descarga depois de escrever tantas bobagens. Uns ainda cobram da imprensa que não deu ouvidos às lorotas deles. Mas o motivo é simples: a imprensa não publica certas coisas porque precisa de provas, documentos etc.
Na imprensa existem pessoas com nome, endereço e uma conduta para responder por seus atos. Já no “face”, a maioria diz o que bem entende e tudo acaba numa lavação de roupa. Na hora em que o nome de alguém cai na lama, ninguém aparece para assumir e tentar reparar o erro, mesmo sabendo que o nome sujado nunca mais será o mesmo.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Perfeição é utopia porque...

... se algumas pessoas soubessem o quanto é nobre admitir o erro e pedir desculpas iriam querer errar todos os dias só para experimentar essa nobreza.

Arma resolve? Resolve se não contar pro bandido

Todos têm direito às armas, desde que se habilitem. Mas o que eu questiono não é isso. Questiono se arma em casa resolve alguma coisa pro cidadão. Quase sempre resolve é pro bandido, que a leva embora pra seguir assaltando. Sugiro uma estratégia: guardem arma em casa, mas não deixem os bandidos saberem, ou eles vão lá e roubam tudo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Emoção e amor.

É disso que precisamos: de emoção, de paz e amor. Que este ano seja o melhor de nossas vidas e que só perca para todos os outros que virão.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A arte de cortar palavras (01)

Sempre ouço na imprensa a frase: "A vítima foi identificada como fulano de tal". Ora, se a pessoa foi identificada, basta dizer seu nome. Corta-se o "foi identificada".🤨

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quem sou eu?

Eu sou o cara que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam as conversas e dão jeito no mundo. Também sou aquele que chega no posto de gasolina e nunca buzina. Fica à espera que o frentista termine a leitura do jornal.

Eu sou aquele freguês que vai a um restaurante, senta-se e espera enquanto o garçom faz tudo, menos o seu pedido. Sou o cara que entra num estabelecimento parecendo estar pedindo um favor, à espera de um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Sou quem entra no banco e aguarda que as recepcionistas e caixas terminem a prosa com seus amigos. Sou o homem que explica a desesperada necessidade por uma peça, mas não reclama dos funcionários que trocam idéias ou que baixam a cabeça e fingem não me ver.

Depois de saber de tudo isso, você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou? Sou o cliente que nunca mais volta.
Este texto é uma adaptação do discurso de Sam Walton, fundador da companhia Wal Mart na abertura de um programa de treinamento aos funcionários.

Como vimos, os clientes podem demitir todos de uma empresa, desde o patrão aos empregados. E ele faz isso de que jeito? Gastando seu dinheiro em um local que lhe tratem com respeito.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Na estação

Todos os dias é dia de retomarmos o trem da vida para não perdermos a linha da história. Por aqui, vou escrevendo a minha só para ver o que me espera na próxima estação.

Comentário esportivo

Antes do jogo ele serve para dizer como os times devem atuar; durante o jogo, para explicar como estão atuando; após o jogo, para dizer por que não atuaram como foi dito no primeiro comentário. Deu para entender?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Depois, o boca-aberta sou eu

Como é difícil fazer as pessoas entenderem que a lei não é só para os outros e que admitir o erro é um ato de grandeza, um passo enorme para a nossa evolução.

Outro dia quase pechei numa van escolar que parou quase no meio da rua para pegar uma criança. Ao gesticular para alertar o motorista sobre seu erro, este parou o carro e me botou a boca, indagando-me na frente das crianças: "Não vê que eu sempre parei ali, boca-aberta?"

Bem dizem, quer conhecer uma pessoa? Veja como ela se comporta no trânsito, no poder ou com uma arma na cintura.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Por que a maioria vai mal na entrevista de emprego?

(por João Lemes)* O tema parece batido, mas nunca é demais alertar os jovens sobre seu futuro. Por isso, ao procurar emprego, atente-se para certas coisas:
Informe-se sobre a empresa; chegue 10 minutos antes; tome cuidado com hálito de álcool ou cigarro; se o entrevistador estender a mão, cumprimente com firmeza e mantenha a postura ao sentar-se; dê respostas objetivas, mas evite apenas o sim ou não...

E mais: evite roupas indiscretas, barba por fazer, muita maquiagem, muito perfume, unhas malcuidadas. Não fale mal do emprego antigo e de problemas pessoais. Não exagere sobre suas qualificações e nem demonstre intimidade com o entrevistador. 

E na hora dos defeitos... 
Por último, preste bem atenção quando pedirem para você falar de um defeito seu. Mais de 90% não sabem falar disso e confundem qualidade com defeito. Aí dizem que são perfeccionistas, que cuidam mais da empresa que da família... Ninguém diz que se aproveita de material da empresa para aquele trabalho da faculdade, que passa horas checando a rede social, que cuida no relógio para sair mas não para chegar.

Ninguém diz que é tarado, que gosta de cantar colegas, que gosta de fofocas, que vive desmotivando os outros ou que se acha o mais sobrecarregado e o mais eficiente no trabalho. Quem tiver coragem para admitir ao menos um defeito desses, pode não ser contratado, mas sua sinceridade vai pesar muito na balança do novo patrão.
* Jornalista diretor-editor do jornal Expresso Ilustrado. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Santiago dos acidentes

Este foi agora de tarde na esquina da Caixa Federal. Menos mal que só teve danos e gente pra ver.

Mateada de Natal na Vila Nova

Santiago - O ESF Vila Nova está organizando uma Mateada de Natal para comemorar o encerramento de mais um ano junto à comunidade. O evento acontecerá no dia 07 de dezembro às 21h em frente ao ESF Vila Nova. Haverá chegada do Papai Noel, apresentações artísticas, distribuição de água quente e erva-mate São Gabriel, sorteio de prêmios e brinquedos infláveis e algodão doces gratuitos, patrocinados pelo Mercado e Açougu
e do João Veio.

Liberdade, o que é?

Nossos pais falam tanto em nos dar liberdade, mas são os primeiros a nos colocarem um nome do qual não gostamos, a nos obrigarem a torcer para um time sem sabermos por que, e a seguir uma religião a qual nem sabemos se é a mais correta.
"O homem nasce livre e por toda a parte vive acorrentado". (Jean Jacques Rousseau)

A vida é ou não é uma grande escola?

 Sabe aquele dia em que você pensa que não fez muita coisa boa, que ninguém deu bola para você? Aí, de repente, você recebe uma criaturinha dessas, com "100 janeiros" nas costas, de bengala, com um sorriso de orelha a orelha e os bracinhos abertos para te apertar. Aí você aprende, finalmente, que certas coisas não têm preço, elas têm é valor. 
Obrigado, meu grande amigo e leitor Inízio Gavioli, que veio lá do Chapadão (Jaguari) para pegar meu livro e me dar um abraço. O seu Inízio é daquelas pessoas que em meia hora nos dá uma aula que nos vale quase pela vida toda.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Amor e vida, vida e amor

Estas duas criaturinhas foram o começo da minha jornada no jornalismo e na educação. Eles me fizeram uma pessoa melhor. Foram o começo da minha vida; eles são a minha vida. 
Hoje registro meu carinho ao meu filho mais velho (este alemãozinho aí) e a essa gatinha que, apedar dos pares de anos que se passaram, é uma mulher ainda mais bela e carinhosa com todos nós. A isso chamamos família, a isso chamamos AMOR.
Bom dia a todos!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Conta da loucura

Falando em pastores, ouvi um religioso de Santiago dizendo em rede social que não precisava haver julgamento dos criminosos. Bastaria mandar para a cadeia e deixar que Deus julgue a todos. Vejam a que grau chega a loucura da alienação confundida com religião. Como diria Bruno e Marrone: “Põe mais uma aí na conta da loucura”

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Rádio Gaúcha e as antíteses

(João Lemes) - Não é querer ser melhor que ninguém, apenas quero ajudar (e praticar) a boa linguagem. Entenda-se por boa linguagem aquela que todos entendem. Todos, não uma minoria.

Hoje ouvi um jornalista da Rádio Gaúcha dizendo que a Justiça interditou o presídio de Canoas, uma “antítese” do que foi planejado. Aposto que mais da metade do povo gaúcho não saiba o que é “antítese”. Custava dizer que foi o oposto, o contrário do planejado? Seria bom deixar o exercício de eruditismo para artigos ou outro tipo de público.

Outro dia também ouvi um policial dizendo que “os animais foram a óbito”. E eu aqui, morrendo aos poucos com isso tudo, com tantas "antíteses" do linguajar simples, prático e moderno.

Antítese - do grego. Significa “oposto à criação". É uma figura de linguagem que demonstra ideias opostas.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Livros: o nosso orgulho

O orgulho é um pecado capital. Mas quem não se orgulha de alguma coisa, que atire uma pedra. Eu tenho orgulho pela família, pelos amigos, pela minha profissão e até pelo meu cachorro. Logo, esse orgulho não deve ser pecado. Ele confunde-se com um sentimento de conquista ou algo que o valha. Acredito que o orgulho pecaminoso seja aquele sentimento perverso de ter ou de ser mais e melhor que os outros.

Voltando ao “orgulho bom”, lhes digo que tenho muito orgulho de ter lido centenas de revistas em quadrinhos e livros. Foi assim que “me descobri” jornalista. Atuei por 20 anos em vários jornais só com a sétima série escolar. Graças aos quadrinhos e livros, viajei o mundo, conheci lugares, aprendi até um pouco de filosofia - olha só! Hoje me considero rico, pois tenho facilidade com as letras, consigo passar minhas ideias. Sei que isso é difícil para a maioria. Para mim é fácil, eu li desde criança...

Não está provado que se aprende só com a leitura, porém ninguém nega que ela é o passo mais importante. Então, quero ver todos na 19ª Feira do Livro, porque, apesar dos avanços da tecnologia, o conhecimento sempre será a maior riqueza da humanidade, a leitura sempre será o modo mais fácil de chegar até ele e os livros sempre serão nosso orgulho.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

sábado, 28 de outubro de 2017

Malditas siglas

É incrível o prazer que as pessoas têm pelas siglas, não as partidárias. Falo das siglas que dão nomes a várias instituições. Começa pelos governos, pelos políticos e os repórteres se encarregam de perpetuar. E pobre do leitor ou ouvinte que tem que aguentar uma salada, um emaranhado de letras que poucos entendem. Quer ver? Você sabe dizer o que representam todas essas siglas? Não olhe a resposta no final, apenas tente lembrar a que correspondem. PGR, PRF, TJD, STJ, MP, AGU, TJ, DF, JN, DP,  ATL, BO.

Agora, invertendo a situação, certas nomenclaturas são mais compreensíveis se forem ditas apenas pelas siglas. Exemplo; INSS, FGTS, AIDS, IBGE... que significam Instituto Nacional do Seguro Social, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, Acquired Immune Deficiency Syndrome (Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Resposta
PGR - Procuradoria-Geral da República, PRF - Polícia Rodoviária Federal, TJD  - Tribunal de Justiça Desportiva, STJ - Supremo Tribunal de Justiça, MP - Ministério Público, AGU - Advocacia Geral da União, TJ - Tribunal de Justiça, DF - Distrito Federal, JN - Jornal Nacional, DP - Delegacia de Polícia, ATL - Atlântida, BO - Boletim de Ocorrência.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Ontem eu era um cidadão, agora sou bandido

Ontem falei de uma casa que foi arrombada em Santiago. Dela levaram joias e as armas que eram para a defesa do cidadão de bem. Em São Vicente amarram o pessoal e levaram revólver, espingarda e a munição do cidadão de bem. 

Ontem em Porto Alegre, um trabalhador, pai de família, arrumava os fios de luz para a CEEE e colocou o caminhão frente a uma garagem de um cidadão de bem. Ao tentar sair, o cidadão de bem discutiu com o operário, voltou em casa, pegou sua arma de cidadão de bem e virou bandido; matou o trabalhador com um tiro no peito.

É como eu digo, nós, o cidadão de bem, somos os bons. O mal está nos outros. Nós podemos ter arma, nunca vamos matar alguém, a não ser o bandido. Portanto, fico muito triste quando alguém repete a frase: "eu sou cidadão de bem".

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Maldade, violência e alegria

Qual é a graça em se trancar num ginásio e assistir a uma luta de MMA de dois sujeitos batendo um no rosto do outro até sair sangue? Como diz o sábio Leandro Karnal: é uma “briga paga”. A única explicação para essa nossa estupidez está na filosofia: esses atos contemplam a maldade que cada um de nós tem dentro de si. Desse modo, na hora da briga, assumimos mentalmente a posição de um dos brigadores, de preferência o mais forte. A cada golpe, saboreamos uma estranha alegria. Uma alegria que só o bicho homem é capaz de sentir.

Obs. antes que alguém descarregue sua fúria em mim, dizendo que isso é apenas “esporte”, digo que isso é, para mim, um exercício da mais pura violência. 

sábado, 14 de outubro de 2017

O negócio são os milagres...

É incrível o avanço das igrejas, o que seria bom em 100%, caso não fossem os "milagres". O jornal "Show da Fé", por exemplo, traz relatos de curas de dar inveja à medicina. É paralítico curado, cego enxergando, dores que sumiram e gente que parou de tomar dezenas de remédios. Como se vê, hoje não se fala apenas em um lugar no paraíso. O negócio são os milagres... O problema é quando um desses fiéis abandona o médico, os remédios e acaba chegando ao céu antes da hora.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O roubo nos mercados e os macacos pitocos

O Expresso publicou matéria sobre os roubos aos mercados, mostrando que nem só o pobre é adepto dessa prática. Como se vê, a vontade de meter a mão no alheio está no DNA de muitos, de pessoas ligadas a várias profissões, algumas, bem elevadas. A reportagem teve acesso aos vídeos e viu o cara-durismo deles passando as unhas em tudo, desde creme dental e xampu a uísque, vinhos, chocolate e outros itens mais caros, dando um prejuízo enorme aos empresários.

E há curiosidades; uma senhora bem conhecida, por exemplo, foi flagrada com uma linguiça calabresa escondida sob o casaco. Mais interessante ainda é saber que muitos dos que foram pegos são daqueles tipos que gostam de se meter em tudo, que adoram consertar o mundo, que adoram dar exemplos e posar de bons moços e boas moças. Gente que adora ir para as redes sociais dizer que o trabalho dos outros não vale nada e que ninguém presta. Mas ée bem como diz o ditado, os macacos não conseguem ver seus próprios rabos. Até parece que são pitocos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O país do Pila

O novo país do sul tem até nome para sua moeda: O PILA. Báh, se for assim começamos bem. Pilla era o sobrenome de um político que comprava voto. Reza a lenda que o famoso Raul Pilla entregava o santinho já com uns "pilas" para o eleitor. E acreditem! Pilla foi um médico, jornalista, professor e político brasileiro, e um dos maiores defensores da adoção do regime parlamentarista.

Só no Brasil

Amigos; já notaram que ninguém mais diz a hora dos eventos, dos encontros, dos compromissos, das reuniões? Tudo é "a partir de". Até para uma lei que vai entrar em vigor dizem: "Esta lei entrará em vigor a partir do dia 5." Ora, isso é um pleonasmo enorme! Se entra em vigor dia cinco, é dia cinco e deu! Está aí mais uma coisa que só acontece no Brasil!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Meu cálice

Um dia, quem sabe, eu ainda possa tomar um gole do mais puro vinho ao teu lado e sentir o sabor de tua presença encantadora. Talvez, nesse dia, a minha cama seja teus braços e o meu cálice a tua boca.

Eu sou só eu

Tentei ser revolucionário, virei um brigão. Tentei ser crítico, virei chato. Tentei ser realista, virei pessimista. Tentei ser sincero, fiquei grosseiro. Tentei ser inteligente, virei esperto. Tentei ser humilde, virei ingênuo. Tentei ser educado, virei subserviente. Tentei ser alegre, virei tolo. Tentei tanta coisa que esqueci de ser eu mesmo. Agora descobri que o bom da vida está na arte de saber medir nossos desejos e impulsos. Portanto, hoje não sou o que querem que eu seja, tento ser apenas eu.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Será que a vida é uma obrigação?

(por João Lemes) Mark (41 anos) reuniu familiares e amigos. Sua vizinha preparou uma sopa e todos comeram. Horas depois, Mark se despediu dos presentes. Então, o médico lhe injetou uma substância letal que o levou para sempre.

Esse caso levantou polêmica porque Mark não era doente terminal para ter direito à eutanásia (lei na Holanda), tampouco tinha demência aguda. No entanto, seu médico considerou que seu sofrimento e sua dependência de álcool eram insuperáveis. Era divorciado, tinha dois filhos pequenos e uma longa história de entradas e saídas de clínicas de desintoxicação.

Em 2016, mais de 4% das mortes na Holanda aconteceram por eutanásia, quase todas praticadas pelo médico. Como se vê, nesse país a morte não é uma obrigação graças a essa lei. Agora, caso ela tenha sido mal-aplicada, a pena é pode chegar a 12 anos de prisão.
(Santiago) 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O abodrão e os abobrões

Santiago - O senhor Pedro Bassin (PSDB) foi um vereador como poucos. Uma pessoa coerente, atencioso aos problemas locais, político quando tinha que ser... Um desperdício não ter sido reeleito. Perdemos um bom legislador. Mas é a vida. Às vezes tiramos uma pessoa boa e colocamos no lugar um baita abobrão. Gente que pensa que votar contra por ser do contra é vantagem.  Gente que não percebe que o voto contra tem grande valia quando a pessoa tem convicção do que faz.
Mas deixa estar que numa dessas agente acerta.

Mural de exposição

(João Lemes)* Todos os dias há gente dando sua opinião pensando ser ela a coisa mais importante do mundo. Sem problemas quanto a isso, o problema é quando alguns despertam o dom de se transformar na rede dizendo coisas que não diriam nem a um cachorro. Já outros esbravejam porque ninguém quer lhes levar pela mão até um emprego. Só que tem uma: ao dizer coisas bem a seu modo, não se dão conta de que a rede é um mural público. Assim, muitos perdem grandes chances de arrumar emprego. Ou pensam que os futuros patrões não estão vendo quem somos apenas pelas palavras? Ao nos “revelar” na rede, não esqueçamos que há uma vida bem real fora dela e uma sociedade que teve acesso a tudo, a qual precisamos encarar.
*Jornalista e professor - Santiago - RS 

domingo, 24 de setembro de 2017

No dia em que morri

(por João Lemes)  Costumo dizer que a única coisa certa na vida é a morte. Tudo que nasce, morre. Tudo que morreu, nasceu. E se é tão natural, por que tememos tanto essa hora fatídica? Simples: somos da natureza e, por isso, apegados à vida, programados apenas para viver.

Alguns dizem que não temem a morte, temem a passagem. Eis uma obviedade, assim como o desejo da maioria de morrer dormindo. Aliás, quando alguém morre assim, a família deveria era festejar por aquela pessoa que não sofreu.

Em outros países, como a Holanda, quando a pessoa está muito mal, desenganada, lhe é permitida a eutanásia (ajuda para morrer), lei que deveria existir no Brasil. Afinal, se não somos donos nem do nosso corpo, somos donos de quê? Muitas vezes, devido ao egoísmo da família, um vivente fica por meses, anos vegetando.

A essa altura já sei que o leitor está aflito, não com o que falei, mas com o bendito título deste artigo. Bom, é que tive uma experiência e provei (pra mim mesmo) que a morte é o nada, assim como era antes de nascermos. É como um sono eterno, porém, sem sonho. Como foi no dia em que tiraram essa minha foto.

Eu estava em Santa Catarina. No final da tarde, cansado da água do mar, sentei-me num sofá em pleno movimento do hotel e adormeci. Passou-se um tempo, talvez uns 40 minutos em que não vi nada. Ao acordar, minha filha estava ao meu lado a exibir uma foto. Assim que a vi (a foto), tive uma sensação jamais sentida; parecia que eu estava no além, ou sei lá onde. O tempo transcorrido não existiu. Poderia nunca mais ter acordado, que nada mudaria, pois estaria, de fato, morto.

Claro que isso foi só uma experiência, um ensaio da vida que segue e que nos permite pensar, falar, sonhar, agir; provar que estamos bem vivos.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Macheza, falta de educação ou sem-vergonhice?

Não é de hoje que vejo militar do Exército cantando de galo para cima das pessoas. Alguns não gostam de regras. E se tiver que obedecer a um brigadiano, piorou. Em Santiago teve militar puxando revólver para uma servidora pública porque sua esposa fora transferida (arma é para isso?) E acreditem: o caso foi abafado.

Agora foi lá em Rosário; a Brigada deu ordens a uns baguais a cavalo e deu no que deu. Houve tumulto, tiros de arma de borracha, gente presa... Uma vergonha! E esses são os mesmos que querem pregar moral aos filhos e nos CTGs. É bom dizer a essa gente alvorotada que macho para ser mais macho que o outro, só que seja aleijado dos órgãos genitais.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Traje feio

Ilustração
Esta história se passou comigo quando eu era criança e morava com minha tia malvada, lá em Panambi. 

No colégio das freiras tudo era no “prafrentex”, como se dizia por lá. Uniforme marrom, camisa branca. Nem precisa dizer que minhas vestes eram as mais feias. Claro, sempre compradas em liquidação ou mandadas fazer em costureiras chambonas. E quando levei para casa a lista do uniforme para a Educação Física, então...

Depois de lamentar o gasto, a tia foi ao “comércio” comprar. Andou à tarde toda e apareceu, finalmente, com o solicitado pela escola: calção branco, meia branca, tênis branco, tudo branco. Até a camiseta.

Ela chegou e pôs-se a destrinchar os pacotes. Já se via, pela sua cara, que coisa boa não era. Quando que a tia iria comprar algo de marca? Só quando o galo criasse dente, como diria meu tio.

Assim que desembrulhou tudo, a tia ordenou que eu vestisse o uniforme. Fiquei com vergonha de mim mesmo. Imagine quando os outros me vissem na escola. O calção eu chamaria de guarda-chuva ou para-quedas. Armado, bem armado! Para variar, ela havia comprado um número bem acima do meu, devido à bendita liquidação. Ainda por cima, era amarelado, encardido mesmo. E os “guides”, como eram conhecidos os tênis: uns dois ou três números acima do meu, tudo pelo mesmo motivo do calção; liquidação! Aquilo ficou um perfeito par de jundiás nos meus pés, com uns centímetros de sobra. Quando vesti todas as peças, a tia me gritou:

- Sai do quarto, guri. Quero ver o “trajo” de física, se ficou bom!
Saí de mansinho, com a cara de quem comeu e não gostou, mas era preciso achar bem bom, senão, tome bronca.
A tia só olhou para mim - aquela criaturinha de pernas e canelas finas - embaixo daquele calção, socada naqueles tênis horrorosos e exclamou:
-Bem que “esses coléjo pudium mudá um poco as ropa das criança, escoiendo arguma cosa mió”.
E arrematou:
-Que “trajo” bem feio de física!

domingo, 10 de setembro de 2017

Meu pequeno paraíso

Certa vez o jornalista e escritor Olavo Bilac recebeu um pedido de um amigo para redigir um texto da venda de um sítio. Bilac então descreveu o sítio enumerando suas belezas naturais. O texto ficou tão bom, mas tão bom que té o dono passou a gostar da propriedade e nunca mais falou em vendê-la. Assim pode ser nossa casa, talvez não tão bela aos olhos dos outros, porém um paraíso ao nosso olhar...

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O socialismo de Gramsci não deu certo

(J.Lemes)*
Muitos hoje começam a discutir se alguém entendeu os ensinamentos do filósofo italiano Antonio Gramsci, já que a esquerda latina não deu certo. O socialismo não deu certo. O PT e tantos outros não deram certo, apesar das boas intenções.

Esse pessoal pensou e ainda pensa, pelas linhas marxistas que inspiraram Gramsci, que todo o sistema capitalista deveria ser demonizado, sejam os fazendeiros, os latifundiários ou empregadores, esses exploradores de mão-de-obra, depredadores da natureza.

E mais: nesse pensar, os banqueiros viraram especuladores; a imprensa foi vendida aos poderosos. Só os partidos e seus políticos não foram vendidos e sempre agiram para o bem. Mas a que preço? Ao preço de uma nação falida e com milhões de desempregados, onde cada emprego custa três ou quatro em impostos pagos ao governo. E para quê? Para seguir deixando a maioria dos pobres desassistida. *(jornalista -  Santiago - RS)