terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Gasolina: preços não condizem com a realidade

Os altos preços não condizem com uma economia estável. A disparidade, menos ainda.
Acontece que os donos de postos sabem que é difícil provar que haja cartel ou que alguém vá puni-los por exorbitância. Aí, apenas se queixam que a margem é pequena e que não podem baixar.
Pelo menos agora a Petrobras divulgará os preços diários nas refinarias e não apenas os percentuais dos reajustes.
Foto de um posto em Tabaí, perto de Porto Alegre.  

Paixões políticas

Hoje é comum dizermos que todo político é ladrão e que "o brasileiro não sabe votar". O engraçado é que antes das eleições todos morrem de amores pelos seus candidatos. Basta ele ter uma coisa que se identifique com a gente, lá vem paixão, lá vem voto. Isso é só o nosso ego falando. Isso não é sabedoria.
Alguns são tão apaixonados, que se você disser que é contra B, é fato que adora A. (Ontem, só porque falei que sou contra o Bolsonaro, dezenas me acusaram de comunista, de apoiador do Lula etc).
E quanto ao "o brasileiro que não sabe votar", será que você e eu estamos fora dessa canoa? Não temos nada que ver com o que está aí? Pensem nisso...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Ética, educação, valores. Sem a prática, nada existe

Todo dia alguém fala num país melhor, em ética, em educação. Fico feliz. Sinal de que estamos vendo que é hora da reciclagem. O problema é que muitos destes que dizem coisas belas, não as fazem. Esquecem que valores só são valores se forem praticados.
Outro dia um colega levou meus tênis para o conserto. Sabe como é. Melhor reaproveitar que jogar no lixo. Pois bem: o sapateiro foi gentil, educado e, ao final do conserto, meteu assim:
 - São seus? - o meu colega desconfiou e acabou mentindo só para ver.
 - Sim. São meus.
 - Ah, tá. Porque se fosse do seu patrão eu cobraria mais. Ele é rico, né?

Histórias das praias

(J.Lemes) A cada viagem, sempre trago uma lição. Há pouco encontrei essa velhinha em Torres. Agora, por último, aprendi mais uma vez que é fácil enganar nosso cérebro. Fomos passados para trás por um simples vendedor de docinhos. Isso talvez justifique os contos dos bilhetes por aí.

Vovó linha dura
Essa senhora de 80 janeiros vende rosquinhas. Assim que a indaguei sobre muitas coisas, ela lascou:  - Não vai me perguntar mais nada? Sabia que durmo bem, como bem, não tomo remédio e ando o dia todo? No fim do dia, quando me perguntam se vou descansar, digo que agora é que vou trabalhar! Vou fazer outra fornada. Até agora eu só tava descansando. 
Então perguntei de onde vinha essa energia. Ela disse: 
 - A vida é ótima e a cada dia tenho mais força pra viver. Do meu trabalho tiro a alegria e das pessoas, o incentivo. Ah, e não esqueço meu aperitivo.
Lição: a felicidade é um bicho estranho 

O enganador de cérebros
Em Capão da Canoa, em meio àquelas cornetas e apitos infernais dos vendedores, surgiu um senhor com uma caixinha de doces. Não falou nada. Só entregou um bilhetinho e se foi: “Trabalho para sustentar a família. Por favor, me ajude! Desistir, jamais! Avançar, sempre! - salmo tal, tal”.

Quando ele se foi, eu disse. 
- É surdo-mudo. Já recebi desses bilhetes. Tratamos de ver os trocos. Quando voltou, fomos, enfim, comprar uns doces. Para o nosso espanto, ele tagarelou à vontade. 
 - Pera! O senhor não é surdo nem mudo? 
 - Não!
 - Mas e o bilhete?
 - Ah, é só o meu marketing!
 Nessa hora corri ver o bilhete que havia guardado na bolsa e, de fato, ali não dizia nada, se era surdo ou mudo. 
Lição: é fácil enganar nosso cérebro.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Dicas de português

Descubra o erro
Costuma-se dizer que um erro gravado é um erro eterno. Pois bem. Então, qual o erro nesta inocente caixinha, da qual devem ter fabricado milhares?

Pensou? 
Seria Clips ou clipes? O aportuguesamento do inglês “clip” é clipe. Portanto, o plural é “clipes”. O que vemos na caixinha, então, é um erro eterno: “clips galvanizado”.
Correto - clipes galvanizados. 

O que penso das palestras e livros de autoajuda?

(João Lemes) Longe de mim dizer que uma palestra de autoajuda não tem efeito. Elas sempre nos deixam algo de bom. Agora, alguns brincam com nossa inteligência, como se houvesse receita para todos de “como fazer isso, como fazer aquilo, como conquistar clientes... O poder para seduzir, liderar”... Enfim, é com se a vida fosse um bolo e só precisássemos da receita.

A verdade sobre motivações, livros de autoajuda etc, é que eles resolvem (quase) tudo, mas só por um período. Servem principalmente àquele que já está na meia idade (para quem as doenças estão chegando), que já viu que os filhos não serão tudo o que imaginou, que entendeu que não conseguirá mais juntar dinheiro para seus sonhos e que não passará daquilo que realmente é.

Tá bom, mas então, qual seria o caminho? Alguns filósofos diriam: nenhum, porque essa é a nossa realidade. Pera aí, mas então, está tudo perdido? Nada disso! O choque de realidade, como nos clássicos gregos, só nos ensinam e nos fortalecem para que o pior não seja tão ruim assim, quanto ele vier (e ele vem para todos).

Minha dica é: viva cada momento e não se apavore com os problemas. Apenas tente resolvê-los um de cada vez, sem esquecer que a vida seria uma droga sem eles. Então, transforme os problemas desafios para a vida e sorria!

Como disse Mário Quintana: “Um dia...Pronto! Me acabo. Pois seja o que tem de ser. Morro: Que me importa? O diabo é deixar de viver.”

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Vidas salgadas

(João Lemes) Como vamos mudar o Estado, o Brasil se não conseguimos resolver coisas tão pequenas  e que não levam à nada? Como vamos dar jeito no resto e exigir bom trabalho dos agentes públicos se entupimos delegacias, judiciário e demais órgãos públicos com coisas fúteis? Em alguns casos, bastaria um ceder um pouco e permitir o entendimento, a política da boa vizinhança, o amor e a paz.

Em São Francisco, por exemplo, há pouco uma moradora deu parte porque a vizinha lhe perturbava, acusa suas filhas de terem jogado pedras em sua casa etc. Depois, a acusada jogou sal na casa da comunicante, espalhando sobre a cama das crianças. A vítima questionou tal atitude e só ouviu palavrões.

Movida pela raiva, as duas moverão ações mutuamente. Pode? Pode. É direito. Mas será que precisava? A vida precisa de mais mel e menos fel. Menos sal e mais açúcar ou ela será a cada dia mais amarga para todos nós.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O problema da nossa política

O problema da nossa política é este: ou adoro um lado ou odeio o outro. As razões, os acertos deste e daquele líder ou partido é o que menos interessa.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Caráter

Caráter, ética e virtude só exitem na prática. Do contrário, não passam de autoelogios e delírios.
(J.Lemes)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O triângulo

Quando um carro estraga ou se envolve em acidente, o triângulo deve ser colocado a 30 metros. Eu nunca vi essa lei ser cumprida. Alguém de vocês já viu?
No país da hermenêutica, cada qual decide ou interpreta onde vai colocar o triângulo. Na maioria das vezes, quase grudado ao veículo, o que não resolve nada.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Liberdade de imprensa

A liberdade de imprensa é algo muito bom, mas não se pode confundir com libertinagem, que é o ato de sair dizendo o que bem quiser. No facebook, por exemplo, alguns deveriam puxar a descarga depois de escrever tantas bobagens. Uns ainda cobram da imprensa que não deu ouvidos às lorotas deles. Mas o motivo é simples: a imprensa não publica certas coisas porque precisa de provas, documentos etc.
Na imprensa existem pessoas com nome, endereço e uma conduta para responder por seus atos. Já no “face”, a maioria diz o que bem entende e tudo acaba numa lavação de roupa. Na hora em que o nome de alguém cai na lama, ninguém aparece para assumir e tentar reparar o erro, mesmo sabendo que o nome sujado nunca mais será o mesmo.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Perfeição é utopia porque...

... se algumas pessoas soubessem o quanto é nobre admitir o erro e pedir desculpas iriam querer errar todos os dias só para experimentar essa nobreza.

Arma resolve? Resolve se não contar pro bandido

Todos têm direito às armas, desde que se habilitem. Mas o que eu questiono não é isso. Questiono se arma em casa resolve alguma coisa pro cidadão. Quase sempre resolve é pro bandido, que a leva embora pra seguir assaltando. Sugiro uma estratégia: guardem arma em casa, mas não deixem os bandidos saberem, ou eles vão lá e roubam tudo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Emoção e amor.

É disso que precisamos: de emoção, de paz e amor. Que este ano seja o melhor de nossas vidas e que só perca para todos os outros que virão.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A arte de cortar palavras (01)

Sempre ouço na imprensa a frase: "A vítima foi identificada como fulano de tal". Ora, se a pessoa foi identificada, basta dizer seu nome. Corta-se o "foi identificada".🤨

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quem sou eu?

Eu sou o cara que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam as conversas e dão jeito no mundo. Também sou aquele que chega no posto de gasolina e nunca buzina. Fica à espera que o frentista termine a leitura do jornal.

Eu sou aquele freguês que vai a um restaurante, senta-se e espera enquanto o garçom faz tudo, menos o seu pedido. Sou o cara que entra num estabelecimento parecendo estar pedindo um favor, à espera de um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Sou quem entra no banco e aguarda que as recepcionistas e caixas terminem a prosa com seus amigos. Sou o homem que explica a desesperada necessidade por uma peça, mas não reclama dos funcionários que trocam idéias ou que baixam a cabeça e fingem não me ver.

Depois de saber de tudo isso, você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou? Sou o cliente que nunca mais volta.
Este texto é uma adaptação do discurso de Sam Walton, fundador da companhia Wal Mart na abertura de um programa de treinamento aos funcionários.

Como vimos, os clientes podem demitir todos de uma empresa, desde o patrão aos empregados. E ele faz isso de que jeito? Gastando seu dinheiro em um local que lhe tratem com respeito.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Na estação

Todos os dias é dia de retomarmos o trem da vida para não perdermos a linha da história. Por aqui, vou escrevendo a minha só para ver o que me espera na próxima estação.

Comentário esportivo

Antes do jogo ele serve para dizer como os times devem atuar; durante o jogo, para explicar como estão atuando; após o jogo, para dizer por que não atuaram como foi dito no primeiro comentário. Deu para entender?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Depois, o boca-aberta sou eu

Como é difícil fazer as pessoas entenderem que a lei não é só para os outros e que admitir o erro é um ato de grandeza, um passo enorme para a nossa evolução.

Outro dia quase pechei numa van escolar que parou quase no meio da rua para pegar uma criança. Ao gesticular para alertar o motorista sobre seu erro, este parou o carro e me botou a boca, indagando-me na frente das crianças: "Não vê que eu sempre parei ali, boca-aberta?"

Bem dizem, quer conhecer uma pessoa? Veja como ela se comporta no trânsito, no poder ou com uma arma na cintura.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Por que a maioria vai mal na entrevista de emprego?

(por João Lemes)* O tema parece batido, mas nunca é demais alertar os jovens sobre seu futuro. Por isso, ao procurar emprego, atente-se para certas coisas:
Informe-se sobre a empresa; chegue 10 minutos antes; tome cuidado com hálito de álcool ou cigarro; se o entrevistador estender a mão, cumprimente com firmeza e mantenha a postura ao sentar-se; dê respostas objetivas, mas evite apenas o sim ou não...

E mais: evite roupas indiscretas, barba por fazer, muita maquiagem, muito perfume, unhas malcuidadas. Não fale mal do emprego antigo e de problemas pessoais. Não exagere sobre suas qualificações e nem demonstre intimidade com o entrevistador. 

E na hora dos defeitos... 
Por último, preste bem atenção quando pedirem para você falar de um defeito seu. Mais de 90% não sabem falar disso e confundem qualidade com defeito. Aí dizem que são perfeccionistas, que cuidam mais da empresa que da família... Ninguém diz que se aproveita de material da empresa para aquele trabalho da faculdade, que passa horas checando a rede social, que cuida no relógio para sair mas não para chegar.

Ninguém diz que é tarado, que gosta de cantar colegas, que gosta de fofocas, que vive desmotivando os outros ou que se acha o mais sobrecarregado e o mais eficiente no trabalho. Quem tiver coragem para admitir ao menos um defeito desses, pode não ser contratado, mas sua sinceridade vai pesar muito na balança do novo patrão.
* Jornalista diretor-editor do jornal Expresso Ilustrado. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Santiago dos acidentes

Este foi agora de tarde na esquina da Caixa Federal. Menos mal que só teve danos e gente pra ver.

Mateada de Natal na Vila Nova

Santiago - O ESF Vila Nova está organizando uma Mateada de Natal para comemorar o encerramento de mais um ano junto à comunidade. O evento acontecerá no dia 07 de dezembro às 21h em frente ao ESF Vila Nova. Haverá chegada do Papai Noel, apresentações artísticas, distribuição de água quente e erva-mate São Gabriel, sorteio de prêmios e brinquedos infláveis e algodão doces gratuitos, patrocinados pelo Mercado e Açougu
e do João Veio.

Liberdade, o que é?

Nossos pais falam tanto em nos dar liberdade, mas são os primeiros a nos colocarem um nome do qual não gostamos, a nos obrigarem a torcer para um time sem sabermos por que, e a seguir uma religião a qual nem sabemos se é a mais correta.
"O homem nasce livre e por toda a parte vive acorrentado". (Jean Jacques Rousseau)

A vida é ou não é uma grande escola?

 Sabe aquele dia em que você pensa que não fez muita coisa boa, que ninguém deu bola para você? Aí, de repente, você recebe uma criaturinha dessas, com "100 janeiros" nas costas, de bengala, com um sorriso de orelha a orelha e os bracinhos abertos para te apertar. Aí você aprende, finalmente, que certas coisas não têm preço, elas têm é valor. 
Obrigado, meu grande amigo e leitor Inízio Gavioli, que veio lá do Chapadão (Jaguari) para pegar meu livro e me dar um abraço. O seu Inízio é daquelas pessoas que em meia hora nos dá uma aula que nos vale quase pela vida toda.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Amor e vida, vida e amor

Estas duas criaturinhas foram o começo da minha jornada no jornalismo e na educação. Eles me fizeram uma pessoa melhor. Foram o começo da minha vida; eles são a minha vida. 
Hoje registro meu carinho ao meu filho mais velho (este alemãozinho aí) e a essa gatinha que, apedar dos pares de anos que se passaram, é uma mulher ainda mais bela e carinhosa com todos nós. A isso chamamos família, a isso chamamos AMOR.
Bom dia a todos!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Conta da loucura

Falando em pastores, ouvi um religioso de Santiago dizendo em rede social que não precisava haver julgamento dos criminosos. Bastaria mandar para a cadeia e deixar que Deus julgue a todos. Vejam a que grau chega a loucura da alienação confundida com religião. Como diria Bruno e Marrone: “Põe mais uma aí na conta da loucura”

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Rádio Gaúcha e as antíteses

(João Lemes) - Não é querer ser melhor que ninguém, apenas quero ajudar (e praticar) a boa linguagem. Entenda-se por boa linguagem aquela que todos entendem. Todos, não uma minoria.

Hoje ouvi um jornalista da Rádio Gaúcha dizendo que a Justiça interditou o presídio de Canoas, uma “antítese” do que foi planejado. Aposto que mais da metade do povo gaúcho não saiba o que é “antítese”. Custava dizer que foi o oposto, o contrário do planejado? Seria bom deixar o exercício de eruditismo para artigos ou outro tipo de público.

Outro dia também ouvi um policial dizendo que “os animais foram a óbito”. E eu aqui, morrendo aos poucos com isso tudo, com tantas "antíteses" do linguajar simples, prático e moderno.

Antítese - do grego. Significa “oposto à criação". É uma figura de linguagem que demonstra ideias opostas.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Livros: o nosso orgulho

O orgulho é um pecado capital. Mas quem não se orgulha de alguma coisa, que atire uma pedra. Eu tenho orgulho pela família, pelos amigos, pela minha profissão e até pelo meu cachorro. Logo, esse orgulho não deve ser pecado. Ele confunde-se com um sentimento de conquista ou algo que o valha. Acredito que o orgulho pecaminoso seja aquele sentimento perverso de ter ou de ser mais e melhor que os outros.

Voltando ao “orgulho bom”, lhes digo que tenho muito orgulho de ter lido centenas de revistas em quadrinhos e livros. Foi assim que “me descobri” jornalista. Atuei por 20 anos em vários jornais só com a sétima série escolar. Graças aos quadrinhos e livros, viajei o mundo, conheci lugares, aprendi até um pouco de filosofia - olha só! Hoje me considero rico, pois tenho facilidade com as letras, consigo passar minhas ideias. Sei que isso é difícil para a maioria. Para mim é fácil, eu li desde criança...

Não está provado que se aprende só com a leitura, porém ninguém nega que ela é o passo mais importante. Então, quero ver todos na 19ª Feira do Livro, porque, apesar dos avanços da tecnologia, o conhecimento sempre será a maior riqueza da humanidade, a leitura sempre será o modo mais fácil de chegar até ele e os livros sempre serão nosso orgulho.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

sábado, 28 de outubro de 2017

Malditas siglas

É incrível o prazer que as pessoas têm pelas siglas, não as partidárias. Falo das siglas que dão nomes a várias instituições. Começa pelos governos, pelos políticos e os repórteres se encarregam de perpetuar. E pobre do leitor ou ouvinte que tem que aguentar uma salada, um emaranhado de letras que poucos entendem. Quer ver? Você sabe dizer o que representam todas essas siglas? Não olhe a resposta no final, apenas tente lembrar a que correspondem. PGR, PRF, TJD, STJ, MP, AGU, TJ, DF, JN, DP,  ATL, BO.

Agora, invertendo a situação, certas nomenclaturas são mais compreensíveis se forem ditas apenas pelas siglas. Exemplo; INSS, FGTS, AIDS, IBGE... que significam Instituto Nacional do Seguro Social, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, Acquired Immune Deficiency Syndrome (Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Resposta
PGR - Procuradoria-Geral da República, PRF - Polícia Rodoviária Federal, TJD  - Tribunal de Justiça Desportiva, STJ - Supremo Tribunal de Justiça, MP - Ministério Público, AGU - Advocacia Geral da União, TJ - Tribunal de Justiça, DF - Distrito Federal, JN - Jornal Nacional, DP - Delegacia de Polícia, ATL - Atlântida, BO - Boletim de Ocorrência.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Ontem eu era um cidadão, agora sou bandido

Ontem falei de uma casa que foi arrombada em Santiago. Dela levaram joias e as armas que eram para a defesa do cidadão de bem. Em São Vicente amarram o pessoal e levaram revólver, espingarda e a munição do cidadão de bem. 

Ontem em Porto Alegre, um trabalhador, pai de família, arrumava os fios de luz para a CEEE e colocou o caminhão frente a uma garagem de um cidadão de bem. Ao tentar sair, o cidadão de bem discutiu com o operário, voltou em casa, pegou sua arma de cidadão de bem e virou bandido; matou o trabalhador com um tiro no peito.

É como eu digo, nós, o cidadão de bem, somos os bons. O mal está nos outros. Nós podemos ter arma, nunca vamos matar alguém, a não ser o bandido. Portanto, fico muito triste quando alguém repete a frase: "eu sou cidadão de bem".

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Maldade, violência e alegria

Qual é a graça em se trancar num ginásio e assistir a uma luta de MMA de dois sujeitos batendo um no rosto do outro até sair sangue? Como diz o sábio Leandro Karnal: é uma “briga paga”. A única explicação para essa nossa estupidez está na filosofia: esses atos contemplam a maldade que cada um de nós tem dentro de si. Desse modo, na hora da briga, assumimos mentalmente a posição de um dos brigadores, de preferência o mais forte. A cada golpe, saboreamos uma estranha alegria. Uma alegria que só o bicho homem é capaz de sentir.

Obs. antes que alguém descarregue sua fúria em mim, dizendo que isso é apenas “esporte”, digo que isso é, para mim, um exercício da mais pura violência. 

sábado, 14 de outubro de 2017

O negócio são os milagres...

É incrível o avanço das igrejas, o que seria bom em 100%, caso não fossem os "milagres". O jornal "Show da Fé", por exemplo, traz relatos de curas de dar inveja à medicina. É paralítico curado, cego enxergando, dores que sumiram e gente que parou de tomar dezenas de remédios. Como se vê, hoje não se fala apenas em um lugar no paraíso. O negócio são os milagres... O problema é quando um desses fiéis abandona o médico, os remédios e acaba chegando ao céu antes da hora.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O roubo nos mercados e os macacos pitocos

O Expresso publicou matéria sobre os roubos aos mercados, mostrando que nem só o pobre é adepto dessa prática. Como se vê, a vontade de meter a mão no alheio está no DNA de muitos, de pessoas ligadas a várias profissões, algumas, bem elevadas. A reportagem teve acesso aos vídeos e viu o cara-durismo deles passando as unhas em tudo, desde creme dental e xampu a uísque, vinhos, chocolate e outros itens mais caros, dando um prejuízo enorme aos empresários.

E há curiosidades; uma senhora bem conhecida, por exemplo, foi flagrada com uma linguiça calabresa escondida sob o casaco. Mais interessante ainda é saber que muitos dos que foram pegos são daqueles tipos que gostam de se meter em tudo, que adoram consertar o mundo, que adoram dar exemplos e posar de bons moços e boas moças. Gente que adora ir para as redes sociais dizer que o trabalho dos outros não vale nada e que ninguém presta. Mas ée bem como diz o ditado, os macacos não conseguem ver seus próprios rabos. Até parece que são pitocos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O país do Pila

O novo país do sul tem até nome para sua moeda: O PILA. Báh, se for assim começamos bem. Pilla era o sobrenome de um político que comprava voto. Reza a lenda que o famoso Raul Pilla entregava o santinho já com uns "pilas" para o eleitor. E acreditem! Pilla foi um médico, jornalista, professor e político brasileiro, e um dos maiores defensores da adoção do regime parlamentarista.

Só no Brasil

Amigos; já notaram que ninguém mais diz a hora dos eventos, dos encontros, dos compromissos, das reuniões? Tudo é "a partir de". Até para uma lei que vai entrar em vigor dizem: "Esta lei entrará em vigor a partir do dia 5." Ora, isso é um pleonasmo enorme! Se entra em vigor dia cinco, é dia cinco e deu! Está aí mais uma coisa que só acontece no Brasil!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Meu cálice

Um dia, quem sabe, eu ainda possa tomar um gole do mais puro vinho ao teu lado e sentir o sabor de tua presença encantadora. Talvez, nesse dia, a minha cama seja teus braços e o meu cálice a tua boca.

Eu sou só eu

Tentei ser revolucionário, virei um brigão. Tentei ser crítico, virei chato. Tentei ser realista, virei pessimista. Tentei ser sincero, fiquei grosseiro. Tentei ser inteligente, virei esperto. Tentei ser humilde, virei ingênuo. Tentei ser educado, virei subserviente. Tentei ser alegre, virei tolo. Tentei tanta coisa que esqueci de ser eu mesmo. Agora descobri que o bom da vida está na arte de saber medir nossos desejos e impulsos. Portanto, hoje não sou o que querem que eu seja, tento ser apenas eu.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Será que a vida é uma obrigação?

(por João Lemes) Mark (41 anos) reuniu familiares e amigos. Sua vizinha preparou uma sopa e todos comeram. Horas depois, Mark se despediu dos presentes. Então, o médico lhe injetou uma substância letal que o levou para sempre.

Esse caso levantou polêmica porque Mark não era doente terminal para ter direito à eutanásia (lei na Holanda), tampouco tinha demência aguda. No entanto, seu médico considerou que seu sofrimento e sua dependência de álcool eram insuperáveis. Era divorciado, tinha dois filhos pequenos e uma longa história de entradas e saídas de clínicas de desintoxicação.

Em 2016, mais de 4% das mortes na Holanda aconteceram por eutanásia, quase todas praticadas pelo médico. Como se vê, nesse país a morte não é uma obrigação graças a essa lei. Agora, caso ela tenha sido mal-aplicada, a pena é pode chegar a 12 anos de prisão.
(Santiago) 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O abodrão e os abobrões

Santiago - O senhor Pedro Bassin (PSDB) foi um vereador como poucos. Uma pessoa coerente, atencioso aos problemas locais, político quando tinha que ser... Um desperdício não ter sido reeleito. Perdemos um bom legislador. Mas é a vida. Às vezes tiramos uma pessoa boa e colocamos no lugar um baita abobrão. Gente que pensa que votar contra por ser do contra é vantagem.  Gente que não percebe que o voto contra tem grande valia quando a pessoa tem convicção do que faz.
Mas deixa estar que numa dessas agente acerta.

Mural de exposição

(João Lemes)* Todos os dias há gente dando sua opinião pensando ser ela a coisa mais importante do mundo. Sem problemas quanto a isso, o problema é quando alguns despertam o dom de se transformar na rede dizendo coisas que não diriam nem a um cachorro. Já outros esbravejam porque ninguém quer lhes levar pela mão até um emprego. Só que tem uma: ao dizer coisas bem a seu modo, não se dão conta de que a rede é um mural público. Assim, muitos perdem grandes chances de arrumar emprego. Ou pensam que os futuros patrões não estão vendo quem somos apenas pelas palavras? Ao nos “revelar” na rede, não esqueçamos que há uma vida bem real fora dela e uma sociedade que teve acesso a tudo, a qual precisamos encarar.
*Jornalista e professor - Santiago - RS 

domingo, 24 de setembro de 2017

No dia em que morri

(por João Lemes)  Costumo dizer que a única coisa certa na vida é a morte. Tudo que nasce, morre. Tudo que morreu, nasceu. E se é tão natural, por que tememos tanto essa hora fatídica? Simples: somos da natureza e, por isso, apegados à vida, programados apenas para viver.

Alguns dizem que não temem a morte, temem a passagem. Eis uma obviedade, assim como o desejo da maioria de morrer dormindo. Aliás, quando alguém morre assim, a família deveria era festejar por aquela pessoa que não sofreu.

Em outros países, como a Holanda, quando a pessoa está muito mal, desenganada, lhe é permitida a eutanásia (ajuda para morrer), lei que deveria existir no Brasil. Afinal, se não somos donos nem do nosso corpo, somos donos de quê? Muitas vezes, devido ao egoísmo da família, um vivente fica por meses, anos vegetando.

A essa altura já sei que o leitor está aflito, não com o que falei, mas com o bendito título deste artigo. Bom, é que tive uma experiência e provei (pra mim mesmo) que a morte é o nada, assim como era antes de nascermos. É como um sono eterno, porém, sem sonho. Como foi no dia em que tiraram essa minha foto.

Eu estava em Santa Catarina. No final da tarde, cansado da água do mar, sentei-me num sofá em pleno movimento do hotel e adormeci. Passou-se um tempo, talvez uns 40 minutos em que não vi nada. Ao acordar, minha filha estava ao meu lado a exibir uma foto. Assim que a vi (a foto), tive uma sensação jamais sentida; parecia que eu estava no além, ou sei lá onde. O tempo transcorrido não existiu. Poderia nunca mais ter acordado, que nada mudaria, pois estaria, de fato, morto.

Claro que isso foi só uma experiência, um ensaio da vida que segue e que nos permite pensar, falar, sonhar, agir; provar que estamos bem vivos.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Macheza, falta de educação ou sem-vergonhice?

Não é de hoje que vejo militar do Exército cantando de galo para cima das pessoas. Alguns não gostam de regras. E se tiver que obedecer a um brigadiano, piorou. Em Santiago teve militar puxando revólver para uma servidora pública porque sua esposa fora transferida (arma é para isso?) E acreditem: o caso foi abafado.

Agora foi lá em Rosário; a Brigada deu ordens a uns baguais a cavalo e deu no que deu. Houve tumulto, tiros de arma de borracha, gente presa... Uma vergonha! E esses são os mesmos que querem pregar moral aos filhos e nos CTGs. É bom dizer a essa gente alvorotada que macho para ser mais macho que o outro, só que seja aleijado dos órgãos genitais.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Traje feio

Ilustração
Esta história se passou comigo quando eu era criança e morava com minha tia malvada, lá em Panambi. 

No colégio das freiras tudo era no “prafrentex”, como se dizia por lá. Uniforme marrom, camisa branca. Nem precisa dizer que minhas vestes eram as mais feias. Claro, sempre compradas em liquidação ou mandadas fazer em costureiras chambonas. E quando levei para casa a lista do uniforme para a Educação Física, então...

Depois de lamentar o gasto, a tia foi ao “comércio” comprar. Andou à tarde toda e apareceu, finalmente, com o solicitado pela escola: calção branco, meia branca, tênis branco, tudo branco. Até a camiseta.

Ela chegou e pôs-se a destrinchar os pacotes. Já se via, pela sua cara, que coisa boa não era. Quando que a tia iria comprar algo de marca? Só quando o galo criasse dente, como diria meu tio.

Assim que desembrulhou tudo, a tia ordenou que eu vestisse o uniforme. Fiquei com vergonha de mim mesmo. Imagine quando os outros me vissem na escola. O calção eu chamaria de guarda-chuva ou para-quedas. Armado, bem armado! Para variar, ela havia comprado um número bem acima do meu, devido à bendita liquidação. Ainda por cima, era amarelado, encardido mesmo. E os “guides”, como eram conhecidos os tênis: uns dois ou três números acima do meu, tudo pelo mesmo motivo do calção; liquidação! Aquilo ficou um perfeito par de jundiás nos meus pés, com uns centímetros de sobra. Quando vesti todas as peças, a tia me gritou:

- Sai do quarto, guri. Quero ver o “trajo” de física, se ficou bom!
Saí de mansinho, com a cara de quem comeu e não gostou, mas era preciso achar bem bom, senão, tome bronca.
A tia só olhou para mim - aquela criaturinha de pernas e canelas finas - embaixo daquele calção, socada naqueles tênis horrorosos e exclamou:
-Bem que “esses coléjo pudium mudá um poco as ropa das criança, escoiendo arguma cosa mió”.
E arrematou:
-Que “trajo” bem feio de física!

domingo, 10 de setembro de 2017

Meu pequeno paraíso

Certa vez o jornalista e escritor Olavo Bilac recebeu um pedido de um amigo para redigir um texto da venda de um sítio. Bilac então descreveu o sítio enumerando suas belezas naturais. O texto ficou tão bom, mas tão bom que té o dono passou a gostar da propriedade e nunca mais falou em vendê-la. Assim pode ser nossa casa, talvez não tão bela aos olhos dos outros, porém um paraíso ao nosso olhar...

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O socialismo de Gramsci não deu certo

(J.Lemes)*
Muitos hoje começam a discutir se alguém entendeu os ensinamentos do filósofo italiano Antonio Gramsci, já que a esquerda latina não deu certo. O socialismo não deu certo. O PT e tantos outros não deram certo, apesar das boas intenções.

Esse pessoal pensou e ainda pensa, pelas linhas marxistas que inspiraram Gramsci, que todo o sistema capitalista deveria ser demonizado, sejam os fazendeiros, os latifundiários ou empregadores, esses exploradores de mão-de-obra, depredadores da natureza.

E mais: nesse pensar, os banqueiros viraram especuladores; a imprensa foi vendida aos poderosos. Só os partidos e seus políticos não foram vendidos e sempre agiram para o bem. Mas a que preço? Ao preço de uma nação falida e com milhões de desempregados, onde cada emprego custa três ou quatro em impostos pagos ao governo. E para quê? Para seguir deixando a maioria dos pobres desassistida. *(jornalista -  Santiago - RS)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Suicídios

(João Lemes) Por mais que se fale, a todo momento tem alguém divulgando suicídios sem razão alguma. A última vítima foi uma família de São Chico. Alguns blogues, na ânsia de divulgar o indivulgável até antes da família saber, chegaram a trocar o nome da vítima. Por isso que se diz: não há nada pior que um incompetente com atitude.

O porquê de não divulgar
Existe uma convenção profissional extraoficial que determina: suicídios não serão noticiados pela imprensa. O suicídio é posto à margem da ação jornalística por se tratar de um ato íntimo. Ao divulgar suicídios, a imprensa expõe ainda mais a vítima e a família. O pior é que, segundo especialistas, ao ler uma notícia sobre suicídio, pessoas depressivas podem tomar a mesma atitude.

Toda liberdade é boa, só não confundam liberdade com castração dos direitos dos outros. E mais: o mundo já está cheio de opiniões idiotas. Então, vamos tentar ser, se não mais inteligentes, pelo menos mais humanos.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Loucos ou certos?

"Para sabermos nosso grau de sanidade, basta que observemos os outros; aí notaremos que, ou eles são muito certos ou os loucos somos nós." (João Lemes)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A cultura dos 50 reais

A Rádio Santiago recebeu dezenas de aluninhos do primeiro ano de uma escola municipal. O programa era gaúcho, apresentado pelo famoso Marco Antônio Nunes. Entre uma pergunta e outra tentando fazer as crianças falarem, inventou de perguntar se sabiam cantar. Foi aí que um grupinho de meninas largou:
"Bonito! Que bonito hein! Que cena mais linda será que eu estou atrapalhando o casalzinho aí...
Que lixo! 'Cê 'tá de brincadeira! Então é aqui o seu futebol toda quarta-feira? E por acaso esse motel é o mesmo que me trouxe na lua-de-mel, é o mesmo que você me prometeu o céu e agora me tirou o chão"...
Depois o locutor, muito decepcionado, pergunta:  -  E uma gauchinha, não sai? Silêncio total...

sábado, 26 de agosto de 2017

Casar ou não casar?

Uma das frases mais incríveis sobre o casamento foi dita pelo poetinha alegretense, o nosso Mário Quintana, que morreu solteiro aos 88 anos. Quando alguém perguntava o porquê de ele não ter se casado, Mario respondia: "Eu prefiro deixar dezenas de mulheres esperançosas, que uma só desiludida."

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Somos um cadáver adiado

(por João Lemes) Os estudiosos definiram o homem como animal racional. Que somos animais, eu sei. Tenho dúvidas quanto ao “racional”. A cada dia é gente maltratando a natureza, os animais, as pessoas... É tanta violência, tanto racismo, tanta homofobia que chego a perder as esperanças na humanidade.

Sabemos que diploma nunca encurtou orelhas, que educação não é a escola quem dá, muito menos a faculdade. Educação é berço!  E hoje ainda temos a tal rede social, um mural onde se coloca de tudo, até aquela velha opinião que sempre temos, mas que merecia ser enterrada conosco.

Vejam o judiciário. Ele se dedica a julgar milhares de casos e, alguns, ainda ficam impunes devido à falta de certezas. Agora imaginem uma rede com opinião e “certezas” de todos os lados. O pior é que em rede social não há errata ou pedido de desculpas. Alguns compartilham crimes e ainda escrevem: “não sei se é verdade”.

A verdade mesmo é que discordo de quem disse que somos “racionais” e apelo a Fernando Pessoa o qual deu a melhor definição sobre nós, “desumanos”. O homem é um cadáver adiado.  

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Você sabe o que são vândalos?

(João Lemes)
Quando se fala em destruição, vem à mente a palavra vândalo. Mas você sabe como ela foi parar na língua portuguesa?: Os vândalos eram uma tribo da germânica, naturais da Escadinávia, que penetrou no Império Romano durante o século V e criou um estado no norte da África ocupando a cidade de Cartago. No ano de 455, invadiram e saquearam Roma por duas semanas, destruindo muitas obras primas de arte que se perderam para sempre. Anos depois o imperador Justiniano I declarou guerra aos Vândalos e, após dois anos de intensas batalhas, os romanos ocupam as principais cidades do Reino Vândalo, no norte da África, levando o rei Gelimer à rendição no ano 534.

Origem do nome
O nome na língua original era Wandeln. O termo é sinônimo de barbárie e destruição, mas a conduta desse povo não foi diferente dos hábitos dos povos antigos que também saquearam Roma, o que torna a utilização relativamente injusta. O responsável por essa atribuição foi o bispo de Blois, Henri Grégoire, que no final do século XVIII, utilizou a palavra em vários relatórios para a Convenção, denunciando a destruição de monumentos, pinturas, livros que estavam sendo destruídos como símbolo de um ódio ao passado de “feudalismo”, “tirania da realeza” e “preconceito religioso”, durante o Reino do Terror. Em seu livro Memoirs, ele escreveu: “Inventei a palavra para abolir o ato”.

Os nossos heróis

O Neymar arrasou, isso é fato. O que me deixa angustiado é ouvir uma criança dizer que, por isso, teve o dia mais feliz de sua vida. Esses são os símbolos da virtude, do amor e do exemplo para nossos jovens; os craques ricos e sonegadores.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Pelos trabalhadores ou pelo poder?

(J.Lemes) -  Há muitos anos os sindicatos orientam e ajudam o trabalhador. Claro, tem aqueles que também servem aos governos, digo, aos governos petistas, caso da Central Única dos Trabalhadores - CUT. A cada ano os trabalhadores dedicam boa parte de seus salários para essas entidades, prática só vista no Brasil. Depois, quando surgem manifestações, lá estão os sindicatos financiados pelo trabalhador dizendo que estão defendendo o trabalhador. Será que estão? Quem estaria por trás para manobrar essa dinheirama do imposto sindical?
Obs. Quando entrar em vigor a nova lei trabalhista - em novembro -, essa teta vai acabar.   

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O homem é um cadáver adiado

(João Lemes)
Quando vi esta foto no Dia Mundial do Meio Ambiente pensei; algo me lembra os famosos tocos pelas calçadas em Santiago, árvores cortadas por causa das suas raízes e que hoje brotam de igual forma. Assim, tiraram a árvore, mas ficou o toco, ou seja, uma árvore com vida por metade. Pior é que ninguém sabe dizer de quem é a obrigação de tirar os tocos. Estranho que para cortar a árvore não faltou gente. Penso que igual a esse toco que insiste me viver, muitos em Santiago insistem em emburrecer! Bem disse Fernando Pessoa para definir o que somos: "Um cadáver adiado".   

domingo, 13 de agosto de 2017

Meu pai, meu rei!

(João Lemes) Quando era criança, gostava de observar os mais velhos. Meu tio recebia os compadres, enquanto eu ficava à espreita: qual seria o início da prosa? Será o tempo ou os animais? Indagava-me, fazendo um jogo com meu próprio pensar. O assunto “tempo” sempre vencia.
- Buenas, compadre!
- E daí, será que chove?
- Olha, só se virar o vento.
- É, mas hoje amanheceu carregado para os lados do “chovedor” e eu não quero mentir, mas esse tempo velho é “caborteiro”...

As palavras do tio eram sábias e eu jamais retruquei. Naquele tempo, criança que se metia em conversa de adulto ganhava um tapa na cara. O tio não poupava nem os comentários sobre o meu próprio time. Pior ainda se fosse hora do almoço.

Infelizmente não tive privilégio de ser criado pelo meu pai, que partiu cedo. Minha mãe, ainda jovem e com oito bocas pra sustentar, precisou “dar” alguns dos filhos aos parentes. Numa “doação” daquelas me fui junto. Morei por 10 anos com meus tios, depois agarrei o mundo, só parando em Santiago.

Apesar de não conviver com meu pai, eu nunca o esqueci. Sua imagem é onipresente em minha memória. Você, meu pai, foi meu rei. Digo isso por saber que o maior orgulho de um pai é ser o herói de seu filho. Ser espelho para a prole justifica nossa presença na terra e nos faz remoçar. E hoje, caso  não seja o rei para meus filhos, já me contento em poder apenas dizer que eles são o meu reino.          

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Frescuras verbais

Ouvi hoje: "A Rádio está nos proporcionando a divulgar nossas ações". Só poderia ser professora do politicamente correto. Ou diria assim, de modo bem mas simples: "A Rádio nos ajuda a mostrar (divulgar) nosso trabalho". 

Eu não sei por que  as pessoas procuram tanta volta para dizer o óbvio.  

Hoje também se transformou em vírus a palavra "espaço". Ninguém mais diz lugar, local etc. Até nas rádios os programas viraram "espaço da informação". 

Ninguém mais reforma algo publico, só "revitaliza". Ninguém mais fala ao redor, só no "entorno". 

São os modismos que fazem a gente se "apoderar" dessas frescuras verbais.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Inverno sem cara de inverno

(João Lemes) Esta é minha rua (Benjamin), esta é minha Santiago e esses ipês são nossas riquezas. O cenário não é típico da época, pois estamos em pleno inverno, portanto, não é hora para os ipês estarem assim, tão enfeitados. E hoje o dia ainda está todo "enfarruscado", bem a cara do agosto velho de guerra. Só os ipês que dizem outra coisa; dizem que o frio se foi, que o inverno se foi...

Um tempo atrás os ipês abriam no final de agosto, início de setembro e eram um ornamento natural para o desfile de Sete de Setembro. Agora, abrindo nesta época, pode chegar o desfile e não ter mais aquele tapetinho amarelo na avenida. 

Dicas de português

Palavras manjadas 
e outras terríveis

(João Lemes)* Tudo é moda até que alguém se canse. Assim é com a língua portuguesa. Certas palavras ditas uma vez não merecem ser ditas a vida inteira porque cansam o ouvido. Então, a pessoa pensa que está falando de forma elegante, só pensa, mas não está, já que ela diz o que todo mundo diz. Exemplo de expressões que deveriam ser banidas por um tempo: em prol, quão, alavancar, culminar, assolar, quiçá...

Também temos outras que podem ser corretas, só que ficam ordinárias na frase, como “perguntada” em vez de indagada, questionada... 

E esta é pra ajudar mesmo: muitos dizem que o tempo ficou “enferruscado”, entretanto, o correto é “enfarruscado” - sinônimo de enegrecer, sujar com carvão, fuligem... O tempo se enfarruscou; o céu cobriu-se de nuvens escuras. 
*(Jornalista e professor de português)